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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Espiritualidade Vocacional


A Pastoral Vocacional, conjuntamente com os seminaristas da Arquidiocese, por ocasião do mês vocacional, está promovendo nas foranias encontros de oração e reflexão vocacional. A intenção é motivar principalmente os jovens a pensarem a Vocação como Dom do Amor de Deus e que, por este motivo, necessita da atenção.
Segue o cronograma dos encontros nas foranias:


Forania José de Anchieta:
Dia 18 de Agosto, das 14h às 17h - Comunidade São Benedito, da Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio. Rua Dr. Carlos de Campos, S/N, Centro, Monte-Mor.
Informações: vocacionalcampinas@hotmail.com.br ou 3256-2944 seminário de Teologia (Carlos ou Maurício) ou 3208-0575 (Paulo).

Forania Santos Apóstolos
Dia 19 de Agosto, das 17h às 20h - Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, Rua Sophia Velther Salgado, S/N - Vila Castelo Branco, Campinas.
Informações: vocacionalcampinas@hotmail.com.br ou 3256-2944 seminário de Teologia (Antonio) ou 3208-0575 ( Diego ou João).

Todas as pessoas estão convidadas a participar deste momento de oração pelas vocações. 

domingo, 15 de maio de 2011

Oração Vocacional


Dia do Bom Pastor e de oração pelas vocações



Oração Vocacional


Senhor da Messe e Pastor do rebanho, faze ressoar 
em nossos ouvidos  teu forte 
suave convite:
 "Vem e Segue-me"!

Derrama sobre
 nós o teu Espírito, que Ele nos dê sabedoria para
 ver o caminho e generosidade para seguir tua voz.

Senhor, que a
 Messe não se perca por falta
de operários. Desperta nossas comunidades
para a Missão. Ensina nossa vida a ser serviço. Fortalece os que desejam 
dedicar-se ao Reino na diversidade dos ministérios e carismas.

Senhor, que o Rebanho não pereça por falta
 de Pastores. Sustenta a fidelidade de 
nossos bispos, padres, diáconos, religiosos,
 religiosas e ministros leigos e leigas. Dá perseverança a todos os vocacionados. 
Desperta o coração de nossos jovens para o  ministério pastoral em tua Igreja.

Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
chama-nos para o serviço de teu povo.
Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores
do Evangelho, ajuda-nos a responder SIM. Amém

sábado, 14 de maio de 2011

48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações


Mensagem do Papa para o 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações



Boletim da Santa Sé



Queridos irmãos e irmãs!


O 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no dia 15 de maio de 2011, 4º Domingo de Páscoa, convida-nos a refletir sobre o tema: "Propor as vocações na Igreja local". Há 60 anos, o Venerável Papa Pio XII instituiu a Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais. Depois, em muitas dioceses, foram fundadas pelos Bispos obras semelhantes, animadas por sacerdotes e leigos, correspondendo ao convite do Bom Pastor, quando, "ao ver as multidões, encheu-se de compaixão por elas, por andarem fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor" e disse: "A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe" (Mt 9, 36-38). Leia mais...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Beatificação de João Paulo II


Beatificação de João Paulo II

O Papa João Paulo II será beatificado em 1º de maio de 2011. A data foi oficializada na manhã desta sexta-feira, 14, com a assinatura do decreto de beatificação pelo Papa Bento XVI, que recebeu em audiência o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato.

A cura da religiosa francesa Marie Simon-Pierre Normand do Mal de Parkinson foi o milagre reconhecido para a Beatificação. O Rito de Beatificação será presidido pelo próprio Santo Padre, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, no II Domingo da Páscoa - conhecido como da
Divina Misericórdia, Festa litúrgica instituída pelo próprio João Paulo II.
"A sua vida e o seu Pontificado foram percorridos pelo desejo de dar a conhecer ao mundo todo [...] a consoladora e entusiasmante grandeza da misericórdia de Deus", afirma o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi.
De acordo com padre Lombardi, a urna com os restos mortais do Papa polonês será transferida das Grutas Vaticanas para o altar da Capela de São Sebastião, na Basílica de São Pedro. No translado, ela não será aberta - logo, não será uma exumação.
Ainda não foi decidida a data em que será celebrada a memória litúrgica do Beato João Paulo II. Esse dia será estabelecido pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos após a Beatificação.

Karol Wojtyla - nome de batismo de João Paulo II - foi o 264º Pontífice da Igreja Católica, o primeiro de origem eslava. Ele faleceu em 2 de abril de 2005, após mais de 25 anos como Sucessor de São Pedro.

De acordo com o Cardeal Angelo Amato, a Causa de João Paulo II teve dois aspectos facilitadores.
"O primeiro diz respeito à dispensa pontifícia da espera de cinco anos para o seu início. Já a segunda foi a passagem para um tribunal especial, que não a colocou em lista de espera. No entanto, no que diz respeito ao rigor e zelo processual, não foram dados privilégios. A Causa foi tratada como as outras, seguindo todos os passos previstos pela legislação da Congregação", disse.

Na lista, figuram também os nomes de outros candidatos à honra dos altares através do próximo passo, que é o reconhecimento de mais um milagre para a canonização.

Processo de beatificação

 - 28/04/2005 - Bento XVI concedeu dispensa do tempo de cinco anos de espera para o início da Causa de Beatificação e Canonização de João Paulo II. A causa foi aberta oficialmente em 28 de junho pelo vigário-geral para a Diocese de Roma, Cardeal Camillo Ruini.
O Vaticano explica que a dispensa pontifícia dos cinco anos de espera entre a morte do candidato a santo e o início da Causa aconteceu devido à "imponente fama de santidade de que gozava João Paulo II em vida, na morte e depois da morte";

 - 2/04/2007 - dois anos após a morte, na Basílica de São João de latrão, em Roma, o Cardeal Camillo Ruini declarou concluída a primeira fase diocesana do processo de beatificação de João Paulo II, confiando os resultados à Congregação para as Causas dos Santos. Isso acontece através de uma cerimônia jurídico-processual durante a qual são lidas, em latim, as palavras para a passagem dos documentos, compostos por 130 testemunhos a favor e contra a beatificação, além da conclusão de teólogos e historiadores a respeito;

 - 1º/04/2009 - os relatos de possíveis milagres pela intercessão do Papa polonês sob avaliação da Congregação para as Causas dos Santos somam mais de 250;
 - 19/12/2009 - com um decreto assinado pelo Papa Bento XVI, são reconhecidas as virtudes heroicas e Wojtyla é proclamado venerável;

 - 21/10/2010 - uma Comissão Médica da Congregação para as Causas dos Santos recebe os Atos da Investigação Canônica, bem como os detalhes das perícias médico-legais, para exame científico. Os peritos, após estudar com o habitual cuidado os testemunhos processuais e toda a documentação, expressam-se favoravelmente quanto à inexplicabilidade científica da cura;

 - 14/12/2010 - os Consultores teólogos, após terem acesso às conclusões médicas, procedem à avaliação teológica do caso e, unanimemente, reconhecem a unicidade, antecedência e caráter coral da invocação destinada ao Servo de Deus João Paulo II, cuja intercessão foi eficaz para a cura prodigiosa;

 - 11/01/2011 - a Sessão Ordinária dos Cardeais e dos Bispos da Congregação para as Causas dos Santos emite unanimemente uma sentença afirmativa sobre a cura milagrosa da Irmã Marie Simon Pierre, como realizada por Deus de modo cientificamente inexplicável, após intercessão do Sumo Pontífice João Paulo II, confiadamente invocado tanto pela curada quanto por muitos outros fiéis.

Assista:


sábado, 23 de abril de 2011

Páscoa de Jesus, nossa Páscoa!

Páscoa de Jesus, nossa Páscoa!

“No primeiro dia da semana, Maria Madalena vai ao sepulcro, de madrugada, quando ainda estava escuro e, vê que a pedra fora retirada do sepulcro. Corre, então e vai a Simão Pedro e ao outro discípulo, que Jesus amava, e lhes diz: ‘Retiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o colocaram’” (Jo 20, 1-2)
Durante o período da Quaresma nos preparamos para a grande festa do cristianismo: a Ressurreição, Páscoa de Jesus. Utilizando do jejum, oração e caridade, buscamos uma conversão profunda e verdadeira de todo o nosso ser, para melhor agirmos conforme o coração de Deus. Assim, buscamos tem uma prática cristã mais próxima das propostas do Evangelho, sempre servindo melhor aos nossos irmãos e irmãs, principalmente os mais necessitados e marginalizados. Vencendo os desafios do deserto e suas tentações (prazer, poder e ter), encontramo-nos com o Cristo Transfigurado, o Filho amado de Deus e, assim, escutar o que Ele nos diz e viver o que nos pede no nosso cotidiano.
Após o período da Quaresma, somos convidados a com Ele ressuscitarmos. A experiência da Páscoa deve ser em nossa vida de cristãos e cristãs uma experiência de encontro com a pessoa de Jesus, vencedor de toda situação de morte e opressão, abrindo-nos a perspectiva da vida nova em Deus, pois é em Cristo que devemos manter nosso olhar fixo (Hb 12,2).  Assim como os discípulos e discípulas tiveram sua experiência com o Ressuscitado, também nós devemos em nossos dias ter essa experiência.
Ao proclamarmos, ouvirmos e celebrarmos a narrativa da Ressurreição (Jo 20, 1-9) devemos nos deixar afetar e questionar pelo Evangelho. A Palavra de Deus sempre tem algo a nos dizer, mesmo escrita há centenas de anos, é sempre viva e atual!
Devemos nos identificar com a figura de Maria Madalena. Maria Madalena vai ao túmulo visitar Jesus, mas ao chegar se surpreende ao vê-lo vazio, afirmando a Pedro que alguém teria roubado o seu corpo. Mais do que a incredulidade de Maria Madalena, devemos ver a nossa diante do Senhor. Ela vai ao encontro do Senhor buscando um sentido para sua vida, busca de esperança, de sinais da presença de Deus. Só que essa busca se dá no lugar errado.
Não devemos buscar nossas esperanças no lugar da morte, da derrota que é o túmulo. Jamais encontraremos o Ressuscitado na morte, na derrota, na destruição, no túmulo. Devemos permitir que o Deus da vida venha ao nosso encontro, devemos buscá-lo primeiro em nós mesmos e, encontrando com o Cristo Ressuscitado dentro de cada um e cada uma de nós, Ele nos chamará pelo nome e, reconhecendo o Cristo pela voz, possamos ouvir as vozes que clamam por um mundo mais justo e fraterno, um mundo que busca vida! Aí poderemos repetir como Maria Madalena o fez posteriormente: Eu vi o Senhor!
Quando fazemos esse encontro com o Senhor Ressuscitado tudo muda em nossa vida. Tal encontro se torna o fundamental em nós e, a partir dele, somos homens e mulheres novos e nossa perspectiva é sempre a Páscoa. A partir da Páscoa de Jesus podemos entender os planos de Deus em nossas vidas e no nosso cotidiano. Assim, não vemos mais o outro como ameaça, o diferente como inimigo, mas compreendemos tudo fundamentalmente pelo AMOR. O Ressuscitado faz com que a Páscoa aconteça em nossa vida e tudo passa das travas para a luz. Isso não quer dizer que só teremos alegrias, mas que quando passarmos por algum sofrimento teremos a certeza da vitória da vida sobre a morte, teremos a certeza da Ressurreição em nossos corações e em nossas atitudes. Ao anunciarmos a Ressurreição de Jesus anunciamos uma nova ESPERANÇA e, damos razões dessa esperança (1Pd 3,15). Esperança que não é espera, mas ação transformadora do nosso interior e da nossa realidade.
Que possamos, como o discípulo amado correr ao encontro do Ressuscitado e proclamarmos a nossa FÈ a todos os cantos da Terra! Pois o Senhor Ressurgiu verdadeiramente, Aleluia! E, gostaria de encerrar este texto com um trecho da oração feita pelo Cardeal Martini quando proferiu sua Homilia na Catedral de Milão por ocasião da Páscoa de 1992, na qual baseamos este texto.
“Ó Jesus, tu que ressuscitastes, concede a cada um de nós compreender que tu és o objeto último, verdadeiro dos nossos desejos e da nossa procura. Dá-nos entender o que existe no fundo dos nossos problemas, o que existe dentro das realidades que nos fazem sofrer. Ajuda-nos a perceber que nós buscamos a ti, plenitude da vida; buscamos a ti, verdadeira Paz, buscamos uma pessoa que és tu, Filho do Pai, para podermos ser, nós também hoje, nesta Eucaristia, ó Jesus Ressuscitado, para que possamos ouvir a tua voz que nos chama pelo nome, para que nos deixemos atrair por ti, entrando desta forma na vida trinitária, onde tu és, com o Pai, o único Filho, na plenitude do Espírito”

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Oração no Seminário

Momento de Espiritualidade no Seminário

Na noite de quinta-feira, 14 de abril de 2011, nós seminaristas do Seminário de Teologia, fizemos um momento de oração, concretizando nossa caminhada quaresmal, diante do Santíssimo Sacramento. Foi um momento preparado com muito carinho e devoção por alguns membros da Comunidade, contando com a orientação do reitor, Pe Luiz Antonio do Canto Neto.
Diante de Jesus presente na Eucaristia, realizamos nosso gesto concreto dessa Quaresma, simbolizando nossa contribuição na construção de um mundo mais fraterno e igualitário. Meditamos e rezamos nossa vocação diante da Eucaristia, fonte de toda vocação.  Ouvimos e rezamos a Palavra de Deus, partilhamos a experiência do chamado e nossa humilde resposta ao Senhor da messe.
Nos unimos como Comunidade diante do Senhor para elevar nossas preces, anseios e angústias, entregando a Ele toda a nossa vocação, nossa vida e nossa caminhada de discernimento. Ouvindo o profeta Dom Helder Câmara, percebemos que com Cristo somos um e com Ele devemos caminhar sempre, fazendo que Ele veja por nossos olhos, ouça por nossos ouvidos, caminhe com nossos pés, fale com nossos lábios... que Ele cresça e que nós diminuamos.
Somos agradecidos a Deus pela oportunidade de podermos estar com Ele, com seu Filho presente e vivo na Eucaristia, para assim nos saciarmos na fonte do seu amor e da sua graça.

Por Renato Petrocco
Veja as fotos clicando aqui: http://www.flickr.com/photos/pvcampinas

sexta-feira, 25 de março de 2011

Espiritualidade Quaresmal


Espiritualidade Quaresmal




Dizer sobre a espiritualidade quaresmal do futuro sacerdote é algo desafiador, na medida em que as exigências evangélicas e doutrinais deste “tempo favorável” se colocam de forma universal, para todos os cristãos. De fato, tanto a comunidade que nos enviou ao seminário quanto o povo da fé que intercede ao Pai em nosso favor esperam de nós uma conduta espiritual condizente com nosso estado de vida.

Assim sendo, temos que o tempo da quaresma se apresenta a nós como caminho. Caminho prefigurado no deserto tanto por Israel como pelo Redentor. Engana-se, todavia, que o caminho quaresmal tenha um final no Domingo de Páscoa. A proposta de conversão enfatizada na quaresma deve ser uma constante para todo batizado. Ainda mais para nós, que nos dispusemos a vivenciar a formação presbiteral.

Conversão quer dizer “volta”. Volta para onde? Volta para a casa do pai, como fez o filho pródigo. Volta para o poço de água viva, como fez a samaritana. Volta para o amor tardio, como fez Agostinho. Afinal, é fácil converter-se? A vaidade humana e os desafios da convivência – inclusive dentro do seminário – são um empecilho nesse processo. Não nos esqueçamos do tripé: oração, jejum e esmola. E confiemos sempre mais na graça desse Deus que nos consola em todas as nossas aflições.

Felipe Zangari Flor - 1° Ano de Teologia

quinta-feira, 10 de março de 2011

CARTA DO PAPA BENTO XVI
AOS SEMINARISTAS



Queridos Seminaristas,

Em Dezembro de 1944, quando fui chamado para o serviço militar, o comandante de companhia perguntou a cada um de nós a profissão que sonhava ter no futuro. Respondi que queria tornar-me sacerdote católico. O subtenente replicou: Nesse caso, convém-lhe procurar outra coisa qualquer; na nova Alemanha, já não há necessidade de padres. Eu sabia que esta «nova Alemanha» estava já no fim e que, depois das enormes devastações causadas por aquela loucura no país, mais do que nunca haveria necessidade de sacerdotes. Hoje, a situação é completamente diversa; porém de vários modos, mesmo em nossos dias, muitos pensam que o sacerdócio católico não seja uma «profissão» do futuro, antes pertenceria já ao passado. Contrariando tais objecções e opiniões, vós, queridos amigos, decidistes-vos a entrar no Seminário, encaminhando-vos assim para o ministério sacerdotal na Igreja Católica. E fizestes bem, porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade. Sempre que o homem deixa de ter a noção de Deus, a vida torna-se vazia; tudo é insuficiente. Depois o homem busca refúgio na alienação ou na violência, ameaça esta que recai cada vez mais sobre a própria juventude. Deus vive; criou cada um de nós e, por conseguinte, conhece a todos. É tão grande que tem tempo para as nossas coisas mais insignificantes: «Até os cabelos da vossa cabeça estão contados». Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir.

O Seminário é uma comunidade que caminha para o serviço sacerdotal. Nestas palavras, disse já algo de muito importante: uma pessoa não se torna sacerdote, sozinha. É necessária a «comunidade dos discípulos», o conjunto daqueles que querem servir a Igreja de todos. Com esta carta, quero evidenciar – olhando retrospectivamente também para o meu tempo de Seminário – alguns elementos importantes para o vosso caminho a fazer nestes anos.

1. Quem quer tornar-se sacerdote, deve ser sobretudo um «homem de Deus», como o apresenta São Paulo (1 Tm 6, 11). Para nós, Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do «big-bang». Deus mostrou-Se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus a falar connosco. Por isso, o elemento mais importante no caminho para o sacerdócio e ao longo de toda a vida sacerdotal é a relação pessoal com Deus em Jesus Cristo. O sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. É o mensageiro de Deus no meio dos homens; quer conduzir a Deus, e assim fazer crescer também a verdadeira comunhão dos homens entre si. Por isso, queridos amigos, é muito importante aprenderdes a viver em permanente contacto com Deus. Quando o Senhor fala de «orar sempre», naturalmente não pede para estarmos continuamente a rezar por palavras, mas para conservarmos sempre o contacto interior com Deus. Exercitar-se neste contacto é o sentido da nossa oração. Por isso, é importante que o dia comece e acabe com a oração; que escutemos Deus na leitura da Sagrada Escritura; que Lhe digamos os nossos desejos e as nossas esperanças, as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos erros e o nosso agradecimento por cada coisa bela e boa, e que deste modo sempre O tenhamos diante dos nossos olhos como ponto de referência da nossa vida. Assim tornamo-nos sensíveis aos nossos erros e aprendemos a trabalhar para nos melhorarmos; mas tornamo-nos sensíveis também a tudo o que de belo e bom recebemos habitualmente cada dia, e assim cresce a gratidão. E, com a gratidão, cresce a alegria pelo facto de que Deus está perto de nós e podemos servi-Lo.

2. Para nós, Deus não é só uma palavra. Nos sacramentos, dá-Se pessoalmente a nós, através de elementos corporais. O centro da nossa relação com Deus e da configuração da nossa vida é a Eucaristia; celebrá-la com íntima participação e assim encontrar Cristo em pessoa deve ser o centro de todas as nossas jornadas. Para além do mais, São Cipriano interpretou a súplica do Evangelho «o pão nosso de cada dia nos dai hoje», dizendo que o pão «nosso», que, como cristãos, podemos receber na Igreja, é precisamente Jesus eucarístico. Por conseguinte, na referida súplica do Pai Nosso, pedimos que Ele nos conceda cada dia este pão «nosso»; que o mesmo seja sempre o alimento da nossa vida, que Cristo ressuscitado, que Se nos dá na Eucaristia, plasme verdadeiramente toda a nossa vida com o esplendor do seu amor divino. Para uma recta celebração eucarística, é necessário aprendermos também a conhecer, compreender e amar a liturgia da Igreja na sua forma concreta. Na liturgia, rezamos com os fiéis de todos os séculos; passado, presente e futuro encontram-se num único grande coro de oração. A partir do meu próprio caminho, posso afirmar que é entusiasmante aprender a compreender pouco a pouco como tudo isto foi crescendo, quanta experiência de fé há na estrutura da liturgia da Missa, quantas gerações a formaram rezando.

3. Importante é também o sacramento da Penitência. Ensina a olhar-me do ponto de vista de Deus e obriga-me a ser honesto comigo mesmo; leva-me à humildade. Uma vez o Cura d’Ars disse: Pensais que não tem sentido obter a absolvição hoje, sabendo entretanto que amanhã fareis de novo os mesmos pecados. Mas – assim disse ele – o próprio Deus neste momento esquece os vossos pecados de amanhã, para vos dar a sua graça hoje. Embora tenhamos de lutar continuamente contra os mesmos erros, é importante opor-se ao embrutecimento da alma, à indiferença que se resigna com o facto de sermos feitos assim. Na grata certeza de que Deus me perdoa sempre de novo, é importante continuar a caminhar, sem cair em escrúpulos mas também sem cair na indiferença, que já não me faria lutar pela santidade e o aperfeiçoamento. E, deixando-me perdoar, aprendo também a perdoar aos outros; reconhecendo a minha miséria, também me torno mais tolerante e compreensivo com as fraquezas do próximo.

4. Mantende em vós também a sensibilidade pela piedade popular, que, apesar de diversa em todas as culturas, é sempre também muito semelhante, porque, no fim de contas, o coração do homem é o mesmo. É certo que a piedade popular tende para a irracionalidade e, às vezes, talvez mesmo para a exterioridade. No entanto, excluí-la, é completamente errado. Através dela, a fé entrou no coração dos homens, tornou-se parte dos seus sentimentos, dos seus costumes, do seu sentir e viver comum. Por isso a piedade popular é um grande património da Igreja. A fé fez-se carne e sangue. Seguramente a piedade popular deve ser sempre purificada, referida ao centro, mas merece a nossa estima; de modo plenamente real, ela faz de nós mesmos «Povo de Deus».

5. O tempo no Seminário é também e sobretudo tempo de estudo. A fé cristã possui uma dimensão racional e intelectual, que lhe é essencial. Sem tal dimensão, a fé deixaria de ser ela mesma. Paulo fala de uma «norma da doutrina», à qual fomos entregues no Baptismo (Rm 6, 17). Todos vós conheceis a frase de São Pedro, considerada pelos teólogos medievais como a justificação para uma teologia elaborada racional e cientificamente: «Sempre prontos a responder (…) a todo aquele que vos perguntar “a razão” (logos) da vossa esperança» (1 Ped 3, 15). Adquirir a capacidade para dar tais respostas é uma das principais funções dos anos de Seminário. Tudo o que vos peço insistentemente é isto: Estudai com empenho! Fazei render os anos do estudo! Não vos arrependereis. É certo que muitas vezes as matérias de estudo parecem muito distantes da prática da vida cristã e do serviço pastoral. Mas é completamente errado pôr-se imediatamente e sempre a pergunta pragmática: Poderá isto servir-me no futuro? Terá utilidade prática, pastoral? É que não se trata apenas de aprender as coisas evidentemente úteis, mas de conhecer e compreender a estrutura interna da fé na sua totalidade, de modo que a mesma se torne resposta às questões dos homens, os quais, do ponto de vista exterior, mudam de geração em geração e todavia, no fundo, permanecem os mesmos. Por isso, é importante ultrapassar as questões volúveis do momento para se compreender as questões verdadeiras e próprias e, deste modo, perceber também as respostas como verdadeiras respostas. É importante conhecer a fundo e integralmente a Sagrada Escritura, na sua unidade de Antigo e Novo Testamento: a formação dos textos, a sua peculiaridade literária, a gradual composição dos mesmos até se formar o cânon dos livros sagrados, a unidade dinâmica interior que não se nota à superfície, mas é a única que dá a todos e cada um dos textos o seu pleno significado. É importante conhecer os Padres e os grandes Concílios, onde a Igreja assimilou, reflectindo e acreditando, as afirmações essenciais da Escritura. E poderia continuar assim: aquilo que designamos por dogmática é a compreensão dos diversos conteúdos da fé na sua unidade, mais ainda, na sua derradeira simplicidade, pois cada um dos detalhes, no fim de contas, é apenas explanação da fé no único Deus, que Se manifestou e continua a manifestar-Se a nós. Que é importante conhecer as questões essenciais da teologia moral e da doutrina social católica, não será preciso que vo-lo diga expressamente. Quão importante seja hoje a teologia ecuménica, conhecer as várias comunidade cristãs, é evidente; e o mesmo se diga da necessidade duma orientação fundamental sobre as grandes religiões e, não menos importante, sobre a filosofia: a compreensão daquele indagar e questionar humano ao qual a fé quer dar resposta. Mas aprendei também a compreender e – ouso dizer – a amar o direito canónico na sua necessidade intrínseca e nas formas da sua aplicação prática: uma sociedade sem direito seria uma sociedade desprovida de direitos. O direito é condição do amor. Agora não quero continuar o elenco, mas dizer-vos apenas e uma vez mais: Amai o estudo da teologia e segui-o com diligente sensibilidade para ancorardes a teologia à comunidade viva da Igreja, a qual, com a sua autoridade, não é um pólo oposto à ciência teológica, mas o seu pressuposto. Sem a Igreja que crê, a teologia deixa de ser ela própria e torna-se um conjunto de disciplinas diversas sem unidade interior.

6. Os anos no Seminário devem ser também um tempo de maturação humana. Para o sacerdote, que terá de acompanhar os outros ao longo do caminho da vida e até às portas da morte, é importante que ele mesmo tenha posto em justo equilíbrio coração e intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente «íntegro». Por isso, a tradição cristã sempre associou às «virtudes teologais» as «virtudes cardeais», derivadas da experiência humana e da filosofia, e também em geral a sã tradição ética da humanidade. Di-lo, de maneira muito clara, Paulo aos Filipenses: «Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, nobre e justo, tudo o que é puro, amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, isto deveis ter no pensamento» (4, 8). Faz parte deste contexto também a integração da sexualidade no conjunto da personalidade. A sexualidade é um dom do Criador, mas também uma função que tem a ver com o desenvolvimento do próprio ser humano. Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva. Vemos isto, hoje, em muitos exemplos da nossa sociedade. Recentemente, tivemos de constatar com grande mágoa que sacerdotes desfiguraram o seu ministério, abusando sexualmente de crianças e adolescentes. Em vez de levar as pessoas a uma humanidade madura e servir-lhes de exemplo, com os seus abusos provocaram devastações, pelas quais sentimos profunda pena e desgosto. Por causa de tudo isto, pode ter-se levantado em muitos, e talvez mesmo em vós próprios, esta questão: se é bom fazer-se sacerdote, se o caminho do celibato é sensato como vida humana. Mas o abuso, que há que reprovar profundamente, não pode desacreditar a missão sacerdotal, que permanece grande e pura. Graças a Deus, todos conhecemos sacerdotes convincentes, plasmados pela sua fé, que testemunham que, neste estado e precisamente na vida celibatária, é possível chegar a uma humanidade autêntica, pura e madura. Entretanto o sucedido deve tornar-nos mais vigilantes e solícitos, levando precisamente a interrogarmo-nos cuidadosamente a nós mesmos diante de Deus ao longo do caminho rumo ao sacerdócio, para compreender se este constitui a sua vontade para mim. É função dos padres confessores e dos vossos superiores acompanhar-vos e ajudar-vos neste percurso de discernimento. É um elemento essencial do vosso caminho praticar as virtudes humanas fundamentais, mantendo o olhar fixo em Deus que Se manifestou em Cristo, e deixar-se incessantemente purificar por Ele.

7. Hoje os princípios da vocação sacerdotal são mais variados e distintos do que nos anos passados. Muitas vezes a decisão para o sacerdócio desponta nas experiências de uma profissão secular já assumida. Frequentemente cresce nas comunidades, especialmente nos movimentos, que favorecem um encontro comunitário com Cristo e a sua Igreja, uma experiência espiritual e a alegria no serviço da fé. A decisão amadurece também em encontros muito pessoais com a grandeza e a miséria do ser humano. Deste modo os candidatos ao sacerdócio vivem muitas vezes em continentes espirituais completamente diversos; poderá ser difícil reconhecer os elementos comuns do futuro mandato e do seu itinerário espiritual. Por isso mesmo, o Seminário é importante como comunidade em caminho que está acima das várias formas de espiritualidade. Os movimentos são uma realidade magnífica; sabeis quanto os aprecio e amo como dom do Espírito Santo à Igreja. Mas devem ser avaliados segundo o modo como todos se abrem à realidade católica comum, à vida da única e comum Igreja de Cristo que permanece uma só em toda a sua variedade. O Seminário é o período em que aprendeis um com o outro e um do outro. Na convivência, por vezes talvez difícil, deveis aprender a generosidade e a tolerância não só suportando-vos mutuamente, mas também enriquecendo-vos um ao outro, de modo que cada um possa contribuir com os seus dotes peculiares para o conjunto, enquanto todos servem a mesma Igreja, o mesmo Senhor. Esta escola da tolerância, antes do aceitar-se e compreender-se na unidade do Corpo de Cristo, faz parte dos elementos importantes dos anos de Seminário.

Queridos seminaristas! Com estas linhas, quis mostrar-vos quanto penso em vós precisamente nestes tempos difíceis e quanto estou unido convosco na oração. Rezai também por mim, para que possa desempenhar bem o meu serviço, enquanto o Senhor quiser. Confio o vosso caminho de preparação para o sacerdócio à protecção materna de Maria Santíssima, cuja casa foi escola de bem e de graça. A todos vos abençoe Deus omnipotente Pai, Filho e Espírito Santo.


Vaticano, 18 de Outubro – Festa de São Lucas, Evangelista – do ano 2010.

BENEDICTUS PP XVI